Em um dia de encontros com profissionais de Santander, TOTVS, ERM, ASBZ, CMT e Galapagos Capital, alunos de Direito e Economia ouviram menos conselhos genéricos e mais relatos concretos sobre o que a carreira exige de quem está começando.
A distância entre a formação acadêmica e a realidade profissional costuma ser tratada como um problema para o fim da graduação — algo que se resolve no último ano, quando o estágio aperta. Na Belavista, ela é matéria de trabalho desde o primeiro semestre. O 1º Career Day, realizado na semana passada, colocou essa aproximação em escala de um dia inteiro: workshops, palestras e dinâmicas conduzidos por profissionais que já ocupam as posições que nossos alunos estão considerando.
A programação foi aberta por Milena Seabra, Veneziano Araujo, Ricardo Castagna e Glaucia Crema, que receberam os convidados e apresentaram o desenho do encontro às duas turmas.
Economia: trajetórias reais
Os estudantes de Economia participaram de encontros com André Sampaio, Executive Director do Santander Brasil, Natasha Guerra, Associate Director da Galapagos Capital, e Danilo Gurdos, Principal Consultant da ERM.
As conversas percorreram as trajetórias de cada um, a cultura das empresas em que atuam e os caminhos possíveis dentro da área — inclusive os que não aparecem nos manuais de carreira. O ponto mais direto veio de André:
“Para se destacar, é preciso estar em lugares em que a curva de aprendizagem seja esticada e entregar mais do que o seu cargo e sua atividade pedem.”
É uma formulação exigente, e foi apresentada como tal. Não há atalho na descrição: o destaque vem do desconforto de estar sempre um pouco além do que já se domina.
Direito: academia e advocacia lado a lado
A turma de Direito teve uma imersão nas diferentes perspectivas do mercado jurídico com Samuel Bueno, Sócio Conselheiro da Área Cível, e Rafaela Vassallo, Analista de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento, ambos do /asbz Advogados, e com Jacqueline Salmen e Filipe Santana, sócia e consultor de RH do CMT ADV — Carvalho, Machado e Timm Advogados.
O trabalho foi feito sobre casos concretos, no mesmo registro que estrutura a metodologia da casa.
“A academia e a advocacia devem andar próximas, porque uma complementa a outra. No evento, conseguimos abordar casos concretos, preparando os alunos tanto para debates acadêmicos quanto para a iniciativa privada”, comentou Jacqueline.
O que os recrutadores olham — e o que a IA não substitui
Empregabilidade entrou na pauta com as duas turmas reunidas. Fabio Alberici, sócio da Comunicare, e Renata de Souza Oliveira, Diretora de RH América Latina da TOTVS, conduziram um bate-papo sobre o uso do LinkedIn ainda durante a graduação e sobre o que pesa de fato num processo seletivo.
Os dois foram enfáticos em algo que nossos alunos ouvem desde o início da formação: a Inteligência Artificial é ferramenta de apoio, e o que diferencia um profissional é o que permanece humano — criatividade, intuição, pensamento crítico, capacidade de decidir e ética. Não é uma tese confortável. Ela significa que a parte difícil da formação continua sendo a parte que importa.
Autoconhecimento como preparação, não como discurso
O dia terminou com duas dinâmicas conduzidas por Ana Paula Maximiliano, Country Lead Brazil na Boost Payment Solutions, e Roberta Saragiotto, Cofounder da Blūmi Talents. O foco esteve na preparação para entrevistas e no trabalho de reconhecer a própria trajetória.
“Cultivar a confiança, pesquisar sobre a cultura e o processo seletivo da empresa e saber contar a própria história, identificando o que a torna diferente, faz toda a diferença”, pontuou Roberta.




