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A maturidade emocional não nasce da proteção, mas da travessia.

“Estamos formando uma geração frágil” — essa é uma frase que, com certeza, a maioria de nós já escutou.

Geralmente, ela vem acompanhada de um julgamento raso, como se a fragilidade emocional fosse apenas um traço de personalidade e não o sintoma de um processo social muito mais complexo.

Muitos reclamam, mas poucos refletem sobre como chegamos até aqui.

Na minha percepção, boa parte disso tem a ver com a superproteção emocional que começa lá atrás, na infância, e que muitas vezes se estende até a vida adulta.

Cada vez mais, vemos alunos entrarem na graduação com altíssimo desempenho acadêmico e pouquíssima experiência emocional.

O medo de permitir que crianças e adolescentes se frustrem, errem e sintam o impacto natural das próprias escolhas tem feito com que muitos jovens não consigam lidar com a vida acadêmica.

A faculdade, que deveria ser o lugar onde esse preparo cognitivo ganha corpo, acaba se tornando um gatilho para esses estudantes entrarem em colapso.

De repente, precisam tomar decisões, lidar com críticas, administrar expectativas, trabalhar em grupo, errar — e seguir.

Para tentar minimizar os impactos dessa transição entre a adolescência e a vida adulta, muitas instituições de ensino superior perpetuam a cultura da superproteção e criam “safe spaces” (espaços onde os alunos são poupados de desconfortos e opiniões divergentes).

Mas o problema é que, quando poupamos demais, deixamos de fortalecer.

Afinal, a maturidade emocional não nasce da proteção, mas da travessia, e é aqui que entra o papel das universidades que acreditam em uma formação 360º.

Nós, que trabalhamos com Educação, sabemos que construir um bom profissional passa, necessariamente, por desenvolver alguém que saiba escutar, escolher, se posicionar e se cuidar.

O mundo cobra maturidade e, na Faculdade Belavista, a gente acredita que é possível desenvolvê-la com apoio, consistência e verdade.

Por isso, temos um programa de mentorias individuais, liderado pelo professor Nélio Póvoa, que acompanha cada aluno desde o primeiro semestre até um ano após a formatura.

Essa é uma iniciativa que trabalha diversas competências comportamentais e ajuda a preparar nossos estudantes para o mercado de trabalho e para a vida!

É bonito ver o quanto essa proposta já tem feito diferença, seja nos relatos dos próprios estudantes, que ganham confiança ao longo da jornada, ou no reconhecimento de empresas que percebem, de cara, a maturidade e a postura com que eles chegam.

O futuro não será dos que nunca erram, nem dos que não sentem medo, ansiedade ou insegurança — esses sentimentos fazem parte do processo de amadurecer e precisamos aprender a lidar com eles.

Será das pessoas que sabem enfrentar desafios com autonomia e responsabilidade e que entendem que crescer às vezes dói, sim, mas também fortalece.

É esse tipo de profissional, e de ser humano, que estamos comprometidos em formar na Belavista.

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